“UMA GUERREIRA QUE NÃO FOGE A LUTA”
Publicado em 04/05/2018 atualizado em 04/05/2018

COLETIVO PELO DIREITO À VERDADE SE REÚNE EM SÃO PAULO

Coletivo pretende cobrar resolução das 29 recomendações da Comissão Nacional da Verdade

Creditos: Luiza Erundina

COLETIVO PELO DIREITO À VERDADE SE REÚNE EM SÃO PAULO

O Coletivo pelo Direito à Verdade se reuniu pela primeira vez em São Paulo, e já deliberou ações e iniciativas. Criado em São Paulo, em 24 de Março, no dia em que foi celebrado o Dia Internacional do Direito à Verdade sobre as graves violações aos direitos humanos e da dignidade das vítimas, o Coletivo pretende realizar um amplo e profundo acompanhamento para que sejam cumpridas às 29 recomendações da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Criada em 2012 para apurar os crimes e violações cometidas no período da ditadura civil-militar, a CNV apresentou, em seu relatório final, 29 recomendações que o Estado brasileiro deveria cumprir.

Para a deputada Luiza Erundina, a expectativa é que o colegiado, composto por entidades da sociedade civil organizada, e ex-membros da CNV, desenvolva ações e estratégias ligadas às resoluções apresentadas no relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

Luiza Erundina destacou, como primeira meta, a criação de uma coordenação para que sejam elaborados os princípios do colegiado. Em seguida, uma programação com ações a curto, médio e longo prazo, visando à luta contínua pelo direito à verdade, à memória, à justiça e à defesa dos direitos humanos. Pensar um debate sobre uma nova Lei da Anistia, por exemplo, está entre os primeiros encaminhamentos do grupo.

Nesse primeiro encontro, membros de coletivos de familiares de mortos e desaparecidos políticos, de judeus progressistas, do Sindicato dos Artistas, dos Sindicato dos Jornalistas, além de professores universitários da PUC e da Unifai, apresentaram suas propostas de participação e contribuição ao colegiado.